O jeitinho brasileiro


O brasileiro é conhecido por sempre dar um "jeitinho" nas coisas, conhecido como reis do improviso as vezes isso nos torna versátil e prático, mas por trás disso há um grande problema, nós não planejamos nada, isso desde crianças até um adulto experiente. Nossa cultura não valoriza o planejamento e muitas vezes aplaudem os improvisos diante de um problema. No entanto, nem sempre um improviso resolve, ou custa mais barato do que uma solução planejada, muitas vezes o improviso (comumente chamado de gambiarra) atende por pouco tempo enquanto se prepara uma solução definitiva, mas algumas  vezes o improviso permanece para sempre e com isso planejamos cada vez menos e deixamos de nos preparar para algo previsível.

Na indústria, onde sempre trabalhei, a diferença entre o planejamento e o improviso é mais nítida e o improviso na maioria das vezes custa mais caro é menos eficaz, mas por vezes isso não é percebido por falta de gerenciamento. Pode parece inacreditável que existam empresas em pleno século 21, que ainda operam sem gerenciamento, controle e planejamento, mas isso existe. Confiando unicamente na arte do improviso, acreditando estar fazendo o seu melhor, jogando pelo ladrão recursos preciosos. 

A falta deste senso de planejamento não está ausente somente na indústria e no setor privado, ele sobe e chega a administração pública onde deveria haver um planejamento plurianual de no mínimo 10 anos, mas o máximo que se consegue enxergar é até a próxima eleição. Ações com resultados mais longos que 4 anos jamais conseguirão a atenção política, por isso temos problemas sérios na educação, saúde e segurança, que são áreas que requerem grande investimentos com resultados a longo prazo, assim é preferível investir em coisas que rendam frutos a curto ptazo, empurrando para frente planejamentos a longo prazo. 

Precisamos de planejamento em todos os níveis de conhecimento, precisamos saber investir sem abandonar nossa criatividade e "jogo de cintura" que nos torna conhecido no mundo todo, pois se não jamais deixaremos de ser um grande país sub-desenvolvido de gente boa e criativa, mas pobres. 


Por Paulo Kanasiro 


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