Cristianismo falido?
Visto em todos os meios de comunicação o caso da ex-deputada federal Flordelis dos Santos que foi condenada a 50 anos pelo assassinato do ex-marido, o pastor Anderson do Carmo. O crime ocorreu em junho de 2019, na casa da família, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante as investigações foram descoberta uma série de anomalias na família que quero pontuar.
A primeira delas é que a família tramou a morte do pastor por dois anos antes da data do crime.
A segunda foi que houveram outras tentativas frustradas durante este tempo tais como tentativas por envenenamento com arsênio e cianeto.
A terceira anomalia foi o envolvimento de vários membros da família, uma das filhas afetivas, teria feito pesquisas na internet buscando formas de cometer um assassinato. A neta também teria tentado achar alguém para o crime. Tentaram convencer um dos filhos que tinha envolvimento com o tráfico, a cometer o assassinato, mas este recusou, mas se propôs a conseguir a arma do crime, a mesa que o filho biológico de Flordelis usou para matar
Tudo isso acontecia em casa e nos corações de todos os envolvidos. Mas o que motivou uma família planejar juntos por tanto tempo um crime tão horrível como este? Segundo o julgamento o crime teria sido motivado porque Anderson mantinha controle das finanças familiares e administrava os conflitos de forma rígida. Seria esse um motivo para tamanha crueldade? Seria um motivo para matar?
Mas o que me espanta era que durante estes dois anos o pastor e a pastora estavam realizando cultos e naquele dia tinham retornado de um evento religioso, ambos haviam passado até então uma imagem harmoniosa de altruísmo e felicidade. O que viam é ouviam na igreja e eventos não puderam mudar os planos durante estes dois anos? O que se ouvia nestas reuniões?
O cristianismo institucional está falido, pastores se apresentam nos púlpitos com ar de santidade, com o título de ungido de Deus, com uma família perfeita e harmoniosa, mas tudo isso é uma capa que esconde anomalias talvez não tão grotescas como essa, mas vivem em um mundo de hipocrisias onde a regra é faça o que digo mas não o que faço. Faça o que quiser, mas não permitam que saibam o que acontece por trás dos bastidores. Igrejas que não mudam a nossa forma de maquinar o mal, um cristianismo frio e vazio, preocupado com títulos e aparências sem empatia, sem compaixão e sem amor.
Por Paulo Kanasiro
.jpeg)
Comentários
Postar um comentário