Senso moral fragilizado


Recentemente um grande empresário conhecido por suas aparições em comercias nos meios de comunicação, foi preso em meio a uma investigação do ministério público do estado de São Paulo, apesar de ter sido solto por ordem judicial, responde em liberdade o processo. O empresário foi detido, pois as investigações detectaram uma propina que chegava a casa de 1 bilhão de reais, com participação de um funcionário de alto escalão dos órgãos de fiscalização do fisco estadual. O escândalo deveria causar uma boa impressão, pois afinal o dinheiro desviado na arrecadação de impostos ao invés de beneficiar o estado e a população do estado de São Paulo, ia para o bolso do empresário e sua empresa e para contribuir com a riqueza de alguns agentes públicos. 

A sonegação fiscal é um crime no Brasil, caracterizada pela fraude ou omissão intencional de informações para pagar menos impostos ou não pagar o que é devido ao Fisco. Ela se distingue da inadimplência fiscal, que é o não pagamento de um tributo devido por falta de recursos, não por fraude. A sonegação está prevista na Lei nº 8.137/1990 e pode resultar em multas altas e até detenção, de acordo com a gravidade da infração. 

A divulgação deste escândalo de sonegação bilionária deveria fazer a população de modo geral aplaudir o trabalho do ministério público que identificou o agente e chegou ao empresário e vários outros que participaram da corrupção. No entanto, ao olhar os comentários na internet, vejo que muita gente questionava a ação, outros defendiam o empresário, alguns defendiam a própria sonegação e normalizava o procedimento com se fosse algo legal. 

Nossos valores estão mudando e o conceito entre o certo e errado está cada vez mais difícil de ser identificado. Quando um ato vil deste encontra defensores é porque nosso senso moral perdeu toda racionalidade e chegará o tempo em que matar, furtar, odiar perseguir e torturar serão coisas naturais e legais. Parafraseando as palavras de Jesus, e por se multiplicar a maldade humana, a humanidade perderá o que a distingue como um ser humano, a sensibilidade moral. 


Por Paulo Kanasiro 

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