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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Indignação seletiva

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  Um jovem colocou sua indignação na internet, e tenho que concordar com ele, há no Brasil uma indignação seletiva que funciona com duas regras.  Um jovem pobre e mal vestido é surpreendido furtando algo em uma das lojas Ultrafarma ou Fast Shop, é encaminhado para uma delegacia onde é fichado e preso, quanta indignação isso traria as redes sociais, quantos posts com indignação isso causaria na sociedade?  No entanto, ao surpreenderem os responsáveis por estas lojas furtando bilhões dos cofres públicos em sonegações bilionárias, aparecem nas redes sociais pessoas indignadas com a prisão que logo se transformarão em medidas restritivas ou até mesmo em liberdade condicional.  O que diferencia a indignação popular? O crime? Não, pois o crime cometido pelos responsáveis pelas lojas, prejudicam uma sociedade toda e o estado. Será o motivo que levou a cometer o crime? Não, pois o que motivou os responsáveis pelas lojas a cometer o crime foi o egoísmo, o desejo de levar vant...

O que aconteceu?

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O que aconteceu com as igrejas evangélicas do Brasil? A população evangélica brasileira cresceu muito nas últimas décadas e isso chamou a atenção do mundo político, não só no Brasil, mas no mundo todo. Por décadas o Brasil foi conhecido como um país católico, e ser evangélico significava fazer parte de uma minoria, sem voz, sem expressão ou representação política. No entanto, com o aumento do número de conversões e a proliferação das igrejas neo pentecostais, que pregam as doutrinas da prosperidade, este número aumentou rapidamente o que fez com que mudanças políticas acontecessem. Com mais evangélicos eleitos e simpatizantes,  formaram uma bancada evangélica que de evangélica só tem o nome, pois nela se reúnem membros da bancada da bala que defendem a morte e a pena de morte.  Mas em política isso aconteceria, era algo inevitável e até compreensível, no entanto, o movimento não ficou nisso, o movimento político resolveu fazer o caminho contrário, e a política entrou nas igrej...

Bando de traidores

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  Um deputado federal eleito pelo povo brasileiro foi para os EUA para convencer o governo de lá a impor tarifas abusivas ao Brasil. Parece um desserviço já que o deputado foi eleito e jurou defender os interesses do país e de seu povo. O deputado aparece em mídias sociais confessando o crime contra a nação, e se revolta contra todos que tentam fazer algum tipo de negociação para evitar o tarifaço. Mas o mais impressionante é que encontramos brasileiros que concordam com atitude do deputado e apoiam sua empreitada.  Em conversa com um amigo, percebi que ele acredita que as medidas tomadas pelo presidente estadunidense estão corretas, que não há nenhum problema, mesmo que ele tenha ignorado a Organização Mundial do Comércio, criada em 1995 com o objetivo de promover o livre comércio entre os países. Agindo como um ditador que defende seu ponto de vista pessoal e não da nação, não consultou o congresso de seu país e promoveu uma onda de super tarifas a vários países ...

O que destrói a humanidade?

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O Ministério Público Militar concluiu que Wenderson Nunes Otávio não cometeu suicídio. Testemunhas declararam que receberam ordens para ficar em silêncio. O que aconteceu então?  Militares com patentes altas determinam a versão oficial de um homicídio, como sendo um suicídio.  Segundo denúncias e a investigação o disparo foi feito por Jonas Gomes Figueira, ex-soldado do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, este tinha o hábito de brincar com uma arma de fogo, apontando e encostando na cabeça de colegas, então neste dia, ele teria, como de costume, apontado uma pistola 9 mm para Wenderson, acreditando que a arma estava descarregada, e efetuado o disparo enquanto o colega calçava o coturno.  A morte foi instantânea, e após o crime o comandante do batalhão, reuniu os militares e determinou que a versão oficial seria de suicídio. Ele também teria proibido qualquer contato com a família da vítima. Duas coisas são dignas de atenção, a primeira é que é inadmissível que um mil...