Eu e os outros
Amo uma cena de um filme de 1998 chamado, Patch Adams - O Amor é Contagioso, nele Robin Williams atua como o médico que leva esse nome. Na cena Patch Adams está em um sanatório e um interno segura sua mão e pergunta quantos dedos ele estava vendo, o interessante é que a sua resposta parecia estar correta, e provavelmente eu e você responderia a mesma coisa, mas o que o suposto doido tinha em mente é incrível e mexe com nossos conceitos e forma de ver o próximo.
Quando recebeu a pergunta Patch Adams só olhou a própria mão ignorando os dedos do próprio indagador. Mas se retornarmos a pergunta era, "quantos dedos ele podia ver?" Isso mexeu com Patch e comigo também.
Nós cristãos modernos nos escondemos atrás de uma capa de justiça própria e ignoramos que estamos em um mundo cheio de pessoas, prestamos muita atenção em nós mesmos e não percebemos que muitas vezes ferimos outras pessoas ao ignora las, existem pessoas ao nosso redor que precisam de ajuda, não precisamos ir longe, para ouvi las, fazer sorrir, cuidar delas, ser gentil ou amigável, qualquer coisa destas pode fazer a diferença. Quando ignoramos o nosso próximo olhamos e só vemos nossos próprios dedos, pois para nós é o que inporta.
O mundo digital acentuou isso, postamos mensagens ofensivas nas redes sociais, pebdando muitas vezes em nós mesmos e não percebemos que ofendemos pessoas e mais facilmente ignoramos que do outro lado há uma alguém também sente e se ofende, mas o pior é que com o tempo passamos ignorar isso, e muitas vezes no cotidiano da vida fazemos o mesmo como se estivéssemos no meio digital. Isso contraria o que Jesus ensinou, amar requer respeitar, tolerar e evitar ofender, agredir e menosprezar. Como nós cristãos se distanciamos tanto do modelo de Cristo? É algo que deveríamos refletir.
Por Paulo Kanasiro
Esse filme é muito bom!!!
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