Duas justicas
O alvará de soltura foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e a testemunha chave foi um policial civil, que acreditava na inocência do rapaz e procurou a Defensoria Pública.
Duas ações da justiça, dois erros, uma foi muito rápida em condenar um inocente e a outra muito lenta e condenar os culpados. Onde esta a diferença? O que causou esta diferença tão gritante nas decisões?
Infelizmente a nossa justiça não é cega, o jovem condenado injustamente era afro-descendente e pobre, sem recursos para contratar bons advogados e os acusados do sul brancos e ricos, com bons advogados que postergam o processo e a dor dos familiares que observam a injustiça, pois é, o fato é que não tiveram seus familiares com eles nos últimos dez anos e ainda sofrem com a impunidade.
Alguém pode dizer que isso é assim no mundo inteiro, mas se temos que aceitar que há duas justiças no país, infelizmente 2/3 dela terá o tratamento dado a Lucas Moreira, e somente 1/3 o tratamento que os acusados no caso da boate Kiss. Deveríamos tentar corrigir isso, para que inocentes não sejam tão rapidamente condenados e culpados não sejam tão tardiamente punidos. Pobres aguardam julgamento geralmente presos, ricos conseguem, após pagar fiança, responder em liberdade. A justiça parece ser ágil em alguns casos e extremamente letárgica em outros, será que o poder aquisitivo faz pesar para um dos lados a balança da justiça?
Precisamos de um país mais justo, e deve haver uma reforma no sistema judiciário para rever e mitigar tais diferenças de tratamento e condenação.
Por Paulo Kanasiro
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