Cristianismo imposto


Vivemos em um país que se diz na maioria cristão, apesar de uma grande quantidade de pessoas que se diz assim jamais ter ido a uma igreja ou conhecer a base do cristianismo. Muitos que dizem seguir os ensinamentos bíblicos jamais leram toda a bíblia, ignoram a forma como foram construída ou o contexto em que cada parte dela foi escrita. Outra parte apesar de carrega la não sabem ler ou tem dificuldades de interpreta la por terem passado por um processo de alfabetização muito ruim e não desenvolverem o bom hábito de ler. 
Dentro deste ambiente supostamente cristão muito poucos são praticantes do verdadeiro evangelho deixado por Jesus, que veio a formar o cristianismo. Assim uma grande maioria é manobrada por pastores que usam seu pouco conhecimento para defender seus interesses pessoais, construir uma realidade paralela e defender um cristianismo imposto e não convidativo.
Sei que muitos vão questionar isso, mas escolhemos presidentes, deputados, senadores, vereadores, prefeitos e governadores levando em conta o que eles farão pela igreja. Alguns são mais materialistas pensando em quanto a igreja pode lucrar com isso, outros hipócritas moralistas pensando em como tais poderão impor valores cristãos a uma sociedade diversa, alguns religiosos vão além e dizem que vão dominar o Brasil, impondo orações em reuniões públicas, escolas e repartições. Tornando o Brasil em um país radical cristão, semelhante ao talibã mulçumano. 
O que vejo na verdade é que o cristianismo se amarrou a uma âncora da política e agora lançada ao mar está levando a imagem do cristianismo para o fundo. 
Houve uma época onde se identificar como evangélico era um ato de coragem, mas que impunha respeito as pessoas, pois vivíamos o cristianismo puro e simples. Éramos diferentes por causa de Cristo. Hoje dá vergonha dizer ser evangélico, pois este termo se tornou pejorativo e sinônimo de alguém intolerante, arrogante e bolsonarista. Tudo por conta da politização da fé que vem ocorrendo no Brasil. 
A igreja está no mundo, mas como uma embaixada deveria manter os costumes e o ideal do país que ela representa, mas ela se envolveu com as circunstâncias deste mundo e perdeu a essência do evangelho que é amar, viver e pregar o evangelho e não impor ele as pessoas. 

Será que voltaremos aos trilhos? Ou será que o termo evangélico jamais estará ligado ao velho e bom evangelho de Cristo? 

Está na hora de refletir e mudar. 

Por Paulo Kanasiro 

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