Escolhas políticas com base religiosa


O movimento religioso que ocorreu na eleição de 2022 passou, mas ficou o ranço sabor deixado pela associação da igreja evangélica com a política. 

A figura da prostituta de apocalipse, que se prostitui com reis e governantes, ficou clara na ação da igreja evangélica buscando segurança e paz em homens, quando deveriam buscar isso em seu esposo, Jesus. Se venderam negociando a fé, o púlpito e os templos em busca de favores governamentais. Como uma mulher adúltera foi buscar fora de casa algo que sua vontade pecaminosa viu longe dali.

A igreja evangélica fez da última eleição um palco onde parecia que o que se estava em jogo eram os valores religiosos cristãos e não os valores políticos do Brasil. Foi visto estampado em uma reportagem de jornal, que quem mais perdeu nesta eleição com a derrota do candidato escolhido foi a igreja evangélica. Uma notícia muito ruim, pois vinculou o nome do evangelho de Jesus a um político derrotado. Falsas profecias, pregações políticas (será que existe isso?) Que diziam coisas "proféticas" que não aconteceram.
 
Para meus amigos evangélicos informo que a eleição era para presidente do Brasil e não da igreja assim procurar alinhamento religioso com um líder político é inaceitável, pois a igreja não depende do Estado. Por outro lado tentar usar o Estado para impor dogmas religiosos para um país inteiro ignorando que o país mesmo sendo de maioria cristã não é homogêneo, é um erro, pois abre as portas para que no futuro outras religiões também imponham seus dogmas. 

Ao meu ver a igreja deveria ser uma sociedade apolitizada, que prega a paz entre os povos e isso não é possível em ambiente polarizado e politizado. 

Por Paulo Kanasiro 

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