Evangelho de fantasia


Olhando o cristianismo de nossos dias vejo muita coisa estranha, que torna a religião mais parecida com um grupo de pessoas que acham que estão salvas por serem boas e as outras pessoas perdidas por serem más. 

Este pensamento é implantado nos crentes e eles chegam ao ponto de se acharem melhores que os outros. Algumas religiões são piores e exclusivistas, ou seja, acham que só serão salvos aqueles que forem batizados na denominação deles, os demais ainda que processem a fé em Jesus não serão salvos porque não fazem parte de sua igreja. 

Olhando por dentro vemos que a regra básica apresentada por Jesus, que é amar ao próximo, foi esquecida e não é difícil ver a intolerância, o preconceito, a discórdia, o orgulho e interesses terrenos envolvidos no dia a dia da irmandade. A igreja deveria ser o canal que conduz as pessoas até Jesus, através do amor, tolerância, empatia, compaixão, paz, paciência e amizade. 

No entanto, a posição da igreja se degradou tanto, que vimos a imagem da igreja evangélica associada em apoio político ao candidado a presidência que tinha mais diferenças com o evangelho de Cristo. 

Jesus amava as pessoas, não era rude com elas, não tinha preconceitos e não odiava ninguém, tratava as mulheres com respeito e não como humanos de segunda classe. O seu exemplo era para ser seguido, mas não vemos isso no cristianismo atual. 

Pessoas se filiam a igrejas e se trancam dentro delas, com pretexto de ser para orar, se tornam anti sociais, não se importam com as pessoas que estão lá fora e diferentes de Jesus não estão onde elas mais precisam delas. Muitos cristãos vivem como  num dia das bruxas ou Carnaval, pois apesar de dizerem ser cristãos tudo não passa de uma fantasia.

Por Paulo Kanasiro 


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