Samaritano
O ódio e preconceito entre judeus e samaritanos tinha origem histórica com viés religioso. O sentimento era mútuo e generalizado, mas como Jesus lidou com isso?
Jesus era judeu por nascimento e devia conhecer o preconceito e o ódio entre eles e os samaritanos, por vezes foi provocado e por vezes apresentou um samaritano aos judeus como alguém bom e não um vilão, tanto que o sentido figurado veio de uma das suas parábolas, onde um judeu espancado por ladrões estava jogado a beira da estrada e um líder (judeu) religioso da época o vê e passa de longe, depois um membro religioso também judeu faz o mesmo e surpreendentemente um samaritano o socorre e cuida dele. Questionado sobre quem era o próximo, os contrariados religiosos judeus da época não conseguiram dizer que era o samaritano, disseram aquele que usou de bondade.
Como se vê, Jesus não se importava com os preconceitos humanos, ele na verdade tentava demolir as barreiras que nós, homens, insistimos construir.
Hoje falar de samaritanos não causa a mesma repulsa que antes, mas com certeza temos outros termos que causam o mesmo sentimento.
O ódio e o preconceito mudam de roupa, mas por dentro continua o mesmo, quando nos esquecemos que por trás de títulos, que colocamos, há uma outra pessoa, que possui sentimentos, que comete erros como nós e possuem qualidades e virtudes também, damos espaço para que tais sentimentos controle nossa vida e nossas decisões.
Jesus amou, ele não perguntava a origem de quem amava, não pedia um certificado de boa pessoa, nem buscava referência, ou mesmo antecedentes. Amar ao próximo é amar quem está perto de nós. O próximo é o próximo não dá para escolher, então temos que decidir amar e eliminar de nossas vidas todo tipo de preconceito.
Por Paulo Kanasiro
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