Fiquem em casa!


Fique em casa! Muitos não saberão o peso desta ordem daqui uns anos, nós mesmos com o passar dos anos nos esqueceremos de quão duro foi ouvir isso nos dias da pandemia que deixou nossos dias tão assustador. Com o tempo nos esqueceremos de quantos amigos não sobreviveram para estar conosco aqui hoje.

Em breve nossos relatos de ver a cidade de São Paulo vazia em um dia útil da semana, de ver filas nas portas dos hospitais e pessoas circulando com máscaras nas ruas serão histórias que nossos netos acharão ser exageros de nossa parte.

A incerteza humana é algo desesperador. O início da pandemia parecia mais uma gripe forte que surgia no mundo, mas com o tempo e as mortes passamos a duvidar de nossa existência e a refletir como somos frágeis. Um pequeno vírus solto em algum lugar remoto da China, alcançou o mundo inteiro em poucos meses e ainda mata em nossos dias.

A vacina chegou e nos protegeu das inúmeras mortes mas países mais pobres ainda não conseguiram vacinar toda sua população e ainda sofrem com mortes mesmo depois de decretado o estado de emergência mundial.

O vírus era letal para algumas pessoas que possuíam cormorbidades, o que levou a morte muitos de nossos amigos e parentes. 

Somos seres sociaveis e pandemia  nos mostrou o quanto necessitamos uns dos outros, devemos olhar nossa existência não como um ser humano mas como uma sociedade humana, não é possível buscar a felicidade sozinhos, distantes ou longe de outras pessoas como muitos creem. Nossa existência, nossa felicidade e prosperidade só é possível diante de uma visão social da humanidade.

Cuidar e amar um ao outro é a regra das boas novas do evangelho de Cristo e creio que esta é ou deveria ser a regra para toda a humanidade.

Durante a pandemia muitos não queria usar máscaras crendo que o artigo era exclusivamente para sua auto proteção, no entanto, se deixássemos nosso egoísmo de lado o instrumento era para proteger a sociedade, assim como as vacinas. 

Esta pandemia passou e pudemos tirar lições importantes para nós, a primeira é que somos frágeis e vulneráveis, a segunda é que precisamos uns dos outros e terceiro que vivemos em uma sociedade e isso não pode ser ignorado, ficar em casa não tinha ver conosco, mas com a sociedade em que vivemos. 

Por Paulo Kanasiro 


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