Poder da decisão
O erro de muitos hoje é achar que podem mudar as pessoas. Conversando sobre política, religião ou futebol sinto que as pessoas carregam uma convicção e querem fazer com os outros mudem de opinião e algumas vezes suas decisões.
Se Jesus seguisse o exemplo de nossas igrejas evangélicas, ao parar sob aquela figueira brava, a dois mil anos atrás, teria dito, desce daí rapaz, se você não deixar de ser publicano eu não vou na sua casa. Ou em outro caso, diante da mulher surpreendida em pecado, diria, se você não deixar esta vida, você vai parar no inferno. Jesus não tentava manipular as pessoas, elas o viam e entendiam onde estavam erradas e algumas admitiam os erros e desejavam mudar, outras, no entanto, viravam se e iam embora, mas Jesus nunca os condenou ou amaldiçoou.
Os crentes hoje olham para as pessoas e ao invés de apresentar lhes Jesus, começam a fazer uma lista de coisas que devem mudar, começando pela a aparência externa e depois por hábitos e crenças. No entanto, sobrecarregam as pessoas com um monte de tranqueiras que elas não enchergam o primordial, Jesus.
Achamos que podemos mudar as pessoas, no entanto só uma pessoa pode mudar ela, e é ela mesma. A obra de Jesus começa de dentro para fora, as vezes os resultados externos demoram para serem vistos, mas não podemos nos esquecer disso. Pensando religiosamente só há um jeito de ver uma mudança efetiva em alguém, é apresentando ela a Jesus. Essa mudança acontece a medida que nos comparamos a ele. Por isso há tantas anomalias no mundo religioso hoje, pois muitos têm aparência de crentes, mas não se parecem nada com Jesus.
Deus respeita nossa individualidade e nossas decisões, não que concorde com elas, mas ele não impõe suas convicções à nós. Por que deveríamos fazer isso com os outros? Por que insistimos em querer mudar as pessoas? Por que continuamos a querer decidir por elas? Por que nos distanciamos tanto de Jesus e seus métodos? É algo para a igreja evangélica pensar!
Por Paulo Kanasiro

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