Armas de morte


Na Brasil foram adotadas políticas que favorecia o armamento da população por quatro anos, no entanto, tais medidas podem ter efeitos irreversíveis já que muitas pessoas adquiriram armas nesta época e agora com as restrições impostas pelo governo fica mais difícil comprar ou vender. A intenção do governo anterior além de popularizar o uso de armas foi que os cidadãos andassem armados, mesmo sem permissão para porte de armas e para isso foram criados inúmeros clubes de tiro em várias regiões e cidades e seria apenas necessário que alguém abordado pela polícia em uma blits dissesse que estava indo para determinado clube de tiro já que o transporte da arma era necessário e permitido no percurso.

Nos EUA o uso de armas de fogo é defendido pela constituição federal e é motivo de controvérsias. Cerca de 40% dos americanos dizem ter uma arma ou viver em uma casa onde há uma, e segundo uma consulta feita pelo instituto de pesquisa Pew em 2017. O país tem a maior taxa de homicídios com armas de fogo do mundo desenvolvido.

Tentar trazer este modelo para o Brasil é um grande equívoco, primeiro que a nossa constituição não defende o porte de uma arma, outra é que já temos muitos assassinatos por aqui e armar o público só faria aumentar este índice. A ideia de que a arma de fogo serve para auto-defesa é um engano, pois uma simples briga de trânsito pode se converter em um assassinato e ter duas famílias destruídas.

Outro ponto é que o uso de arma de fogo por uma parte da população estimula a outra a se armar também, como os preços de uma arma de fogo não é acessível para a população pobre, os ricos se armam com equipamentos legalizado e os pobres recorrem ao mercado ilegal.

No congresso Nacional há uma bancada que defende o uso de armas de fogo e por incrível que pareça estão ligados politicamente através do ex presidente com a bancada evangélica. É algo inacreditável, o que sugere que há outros interesses que não são visíveis a olho nu, interesses tão poderosos que consegue unir duas bancadas naturalmente opostas.

Quem defende a vida não deveria concordar de forma alguma nem incentivar o uso de armas de fogo, elas foram criadas para matar e mesmo em uma auto-defesa o objetivo dela é a morte. Homicídio e tentativa de homicídio não deveria fazer parte das ações de alguém que se diz cristão por natureza, Jesus nunca aprovou isso, não seria coerente fazer o que ele mesmo não fez.

Acreditar que aumentando o número de armas nas mãos da população reduziremos o número de homicídios é o mesmo que jogar água na roupa para que ela seque mais depressa.


Por Paulo Kanasiro 


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