Dinheiro vs justiça



Mais um ano se passou e o Brasil ainda pergunta onde estão as condenações para os assassinos e mandantes do crime contra Bruno Pereira e Dom Phillips?

A demora em condenar é um estímulo ao crime, pois dá uma aparência de impunidade, assim como o caso da Marieli Franco, não queremos ver somente os executante presos e condenados, queremos saber quem pagou e ordenou este crime. 

Outro caso recente reforça isso, o réu confesso do assassinato de Chico Mendes foi impedido de se tornar presidente regional do seu partido no Pará por conta da repercussão que a nomeação causou no Brasil, no entanto Darci Alves Pereira é réu confesso do crime cometido em 1993. Condenado a 32 anos de reclusão cumpria sua prisão em liberdade, pois durante a prisão passou 3 anos foragido, e conseguiu terminar sua pena em liberdade, o que mostra como a justiça e suas condenações não são exemplos para inibir um crime no Brasil. Além de estar livre, conseguiu filiar se a um partido político, se candidatar e chegar a ser presidente regional um dos maiores partidos no congresso nacional.

É certo que depois da repercussão negativa que o fato teve na mídia, ele deixou a presidência e sua permanência no partido questionada, mas o que aconteceria se ele não se elegesse presidente? Possivelmente seria eleito vereador pelo partido nas próximas eleições, mas será que isso seria de igual modo o suficiente para uma repercussão nacional a ponto de impedi lo de tomar posse? 

Qual a conclusão? Quando se tem dinheiro, a justiça não funciona como se espera, processos são prolongados, condenações postergada, penas aliviadas e alguém endinheirado mesmo condenado pode chegar a lugares que nem mesmo uma pessoa íntegra sem dinheiro pode ir. Assim quer você admita ou não o que vemos é que cometer um crime só é um problema sério no Brasil para quem  não tiver dinheiro. 

O que desejamos não uma sociedade justa, mas com menos injustiças e menos privilégios para quem pode pagar. 

Por Paulo Kanasiro 


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