Sociedade medieval


Fico imaginando como seria viver na idade média onde havia uma distinção muito grande entre classes sociais, mas talvez não tenha sido tão diferente de nossos dias, onde a maioria da população era formada por camponeses, chamado de servos, que eram trabalhadores do campo que eram os que trabalhavam e sustentavam as outras, nesta também eram incluídos ferreiros, artesãos e vendedores. 
Acima desta classe estavam os nobres e guerreiros, que eram detentores das forças militares e de uma parcela considerável das terras disponíveis no mundo feudal, ocupavam, portanto,  importantes funções políticas que marcaram o período. Dentro da nobreza haviam título que faziam distinção de quão influente eram. No primeiro escalão estavam o rei, príncipe, arquiduque, duque, marquês e conde. Um pouco abaixo haviam viscondes, barões e cavaleiros. 

Havia outra classe chamada de clero, que era formada por duas partes também, o alto clero que era formado por cardeais, arcebispos, patriarcas, bispos, e sacerdotes de famílias ricas. O baixo clero era constituído por sacerdotes e diáconos, que muitas vezes eram oriundos de famílias pobres. Todos ligados a igreja católica. Com um poder ligado a religião muitas vezes se opunham aos senhores feudais e em outras os apoiavam. 

A vida não era fácil, não havia ascensão social, casamentos entre classes eram proibidos e dificilmente duradouro. 

Nos dias de hoje há um desejo de se manter tais distinção, apesar da idade média ter acabado e não existir mais feudos. Familias ricas se isolam e se protegem das mais pobres, casamentos entre classes apesar de não serem proibidos, não são bem aceitos. A ascensão social é quase impossível e mesmo quando se constroem uma certa riqueza não são bem aceitos na alta sociedade. 

O que perdura até hoje? O preconceito das classes ricas, a exploração da classe mais pobre, a valorização de status, a riqueza do clero, agora formado por membros católicos e evangélicos, a sustentação das duas classes ricas pela classe pobre. 

Parece que o mundo mudou, mas as pessoas sustentam as mesmas tendências de criar distinção entre quem tem e quem não tem, quem tem muito e quem nao tem nada. Daqueles que se acham melhores porque nasceram ricos daqueles que nasceram pobres. Como se pudéssemos ser classificados por aquilo que temos e não pelo que somos. 

Desta forma, a sociedade de forma geral, não valorizamos o caráter e a ética, formamos um ideal em que os fins justificam os meios e usamos de crueldades, desonestidades, subornos, corrupção e furtos para alcançar o que nos levará a ser alguém bem visto na sociedade. Será que um dia isso irá mudar? Apesar da idade média e a era feudal ter acabado a mais de duzentos anos ainda trazemos dentro de nossa sociedade o ranço que ela nos deixou.

Por Paulo Kanasiro 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Valores

Anarquia funcional

Os traficantes são vítimas