Miopia humana


Somos um ponto no infinito, já ouviu esta frase? Por mais incrível que pareça, ela não se refere a nós, mas ao nosso planeta, a terra parece pequena diante do sol que é a estrela mais próxima, e mesmo o sol não é tão grande comparado com outras estrelas, e quanto mais ampliarmos nosso olhar nos sentimos cada vez mais insignificantes neste universo. Se a Terra é um cisco no universo, o que diremos de nós que achamos este planeta enorme. Para se ter uma noção, um vôo daqui para o Japão leva em média 24 horas, ou seja, através do meio comercial mais rápido que possuímos, gastamos praticamente um dia inteiro para dar meia volta no planeta. 

Assim, morar em um planeta tão enorme e minúsculo ao mesmo tempo trás a nós algumas perguntas, quem somos nós neste imenso universo? ou que somos nós neste pequenino planeta?

No entanto, muitas pessoas acham que são alguma coisa, por ser famoso ou rico, pensam que são maiores  ou mais significativos neste universo infinito. 

Quando entendemos quem somos e quanto mais olhamos para fora, mais entendemos que não somos nada, que nosso tempo de existência é tão pouco significativo, desta forma as pessoas que se acham melhores, superiores ou mais significativas que outras são assim, porque olham só a sua volta, não conseguem ver o conjunto, é como sofresse de miopia, e a  distância parece que tudo fica deformado e o melhor sempre está ao redor delas. 

É triste dizer isso, mas a quantidade de pessoas com tal miopia está aumentando, a ponto de começar a ver movimentos que acham legal a segregação social e a diferença gritante entre as classes, pessoas que defendem a meritocracia, que nada mais é que privilegiar os privilegiados, pois acham que existem pessoas melhores que as outras. Não contribuem com a sociedade, nem com a construção de um mundo melhor. 

Diante da vastidão do universo e diante o tempo em que tudo existe, somos todos iguais e toda e qualquer diferença é insignificante. 


Por Paulo Kanasiro 


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