Mentira ou verdade?
"Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade." Esta é uma fase usada por Joseph Goebbels (na foto) durante o movimento nazista no século passado. Esta frase não foi só uma frase, mas uma teoria aplicada na prática por Hitler, que usou todos os recursos de sua época para disseminar mentiras que contadas milhares de vezes eram aceitas como verdade pela maioria dos alemães e muitos estrangeiros também. Hoje a teoria nazista pode até causar repulsa na maioria das pessoas, mas ela foi defendida por quase uma nação inteira.
No entanto, isso não ficou enterrado no passado, recentemente, extremamente aborrecidos, defensores do bolsonarismo ficaram preocupados, pois o principal meio de divulgações mentirosas chamado de "X" foi bloqueado no Brasil, as vésperas das eleições. A propagação destas mentiras cria pessoas que crêem e defendem tais mentiras como se fossem verdades. Sem comprovações que as sustentem, elas só se mantém vivas, pois são contadas e recontadas várias vezes e por vários mentirosos que as compartilham como se fossem verdades.
Goebbels talvez nunca imaginou o quanto seu pensamento mudou o rumo da história da humanidade e como homens mesmo depois de 70 anos usariam este conceito para manipular mentiras e transforma-las em pseudo-verdades para um grupo de pessoas.
A única forma de se defender destas mentiras é conhecendo a verdade, mas numa população que não lê e não busca se informar, tal técnica é extremamente eficiente e muitos políticos estão fazendo uso dela. A ausência de um conhecimento somado a penetração que os meios de mídia sociais tem atualmente, está criando pseudo-verdades e muitos estão preenchendo este vazio com elas. Que mundo será este que estamos construindo?
É até irônico que a frase de Jesus, "conhecereis a verdade e ela vos libertará", usada pelos defensores do ex-presidente durante seu mandato presidencial é a única forma de nos proteger destas pseudo-verdades, que nada mais são do que mentiras contadas mil vezes, que minam as redes sociais e enganam as pessoas.
Por Paulo Kanasiro

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