Sionismo cristão
O Sionismo tornou-se hoje mais uma ideologia, que também foi politizado pelo mundo. Hoje é um movimento internacional a favor do retorno do povo judeu para Sião, a terra do antigo templo de Israel, e do direito de reter autoridade governamental sobre o Estado de Israel, que lhes foi prometido nas Escrituras Hebraicas. As raízes para o Sionismo se encontram em Gênesis capítulos 12 e 15, onde Deus faz uma aliança com Abraão prometendo-lhe que seus descendentes herdariam a terra entre o Egito e o rio Eufrates.
No entanto, os cristãos sionistas são em sua maioria de evangélicos e dão apoio incondicional no que for possível ao Estado judeu de Israel. Para eles o retorno dos judeus à Terra Prometida, que segundo eles, é o cumprimento da profecia e é visto como um sinal de que o mundo entrou no fim dos tempos.
O sionismo cristão, equivocadamente, credenciam o atual Estado de Israel como se este fosse o Israel da Bíblia. Apoiam ideologicamente , financeiramente e incondicionalmente suas ações políticas, ainda que sejam consideradas práticas genocidas em relação aos palestinos, pois a conquista de seu território se deu com segregação, isolamento e técnicas genocidas.
Nesta perspectiva teológica-ideológica emergem as práticas judaizantes no Cristianismo evangélico que se configuram em um apego maior à leitura do Antigo Testamento, onde estão os relatos e ensinamentos religiosos do Israel bíblico. Desta forma vemos na prática a diminuição da figura de Jesus, de seus princípios de despojamento e misericórdia e do símbolo da cruz. Em oposição, passa a predominar a figura do rei Davi, fundador de Jerusalém, suas operações milicianas de ocupação de terras, símbolos da monarquia, como trono, domínio, associação de riquezas com a imagem de Deus como Senhor dos Exércitos, o Templo de Salomão, entre outros.
O pretexto descontextualizado com o cenário histórico faz com que cristãos evangélicos sionistas se tornem apoiadores de um estado político preconceituoso, genocida, belicoso e que mata tão insistentemente, coisas condenadas por Jesus que pregou o amor, a misericórdia, a compaixão e a empatia.
Tal apoio incondicional é visto através das bandeiras do Estado de Israel em eventos com presença evangélica mesmo após massacres e mortes produzidas pelas ações de guerra promovida por este Estado politico.
Aos poucos, seja por desconhecimento ou pelo engano de seus lideres religiosos, evangélicos estão abandonando a essência daquilo que Jesus deixou para os cristãos que é o amor, a misericórdia, a compaixão e a empatia e não guerras, mortes e atrocidades.
Por Paulo Kanasiro
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