Lacaio americano

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O termo lacaio era uma figura de constante presença na idade média, e até o século XIX eles serviam uma família aristocrata e o seu amo nos seus passeios e viagens. Posteriormente, no linguajar popular, o termo passou a ser usado no sentido pejorativo como sinónimo de alguém que é um indivíduo servil ou subserviente a alguém que se julga mais importante ou poderoso, o famoso puxa saco.

Diferentemente naaos tempos mais antigos, tais pessoas eram chamadas de lacaio sem se ofender, mas o fato de não chamar ninguém por este nome não significa que não existam lacaios em nossos dias.

Um empresário brasileiro que se diz patriota, circulava pelas mídias sociais com um terno verde amarelo ridículo, mas que no entanto, usa como símbolo de suas lojas uma enorme estátua da liberdade, símbolo estadunidense de liberdade, que não tem nenhuma ligação com nossa história, cultura ou folclore. Lacaio do ex-presidente, aparecia sorrindo e acenando em desfiles e aparições públicas do governante sem mesmo haver um sentido a sua presença ali.

Já o ex-presidente e seu lacaio prestaram continência a bandeira estadunidense como se fossem cidadãos deste país, algo ridículo, pois somos um país soberano e independente, temos interesses comerciais, mas não somos lacaios deles. Prestar continência a bandeira estadunidense em nosso país é aceitar isso e se rebaixar de forma a nos parecer um lacaio que aplaude e dá risada sem entender o que está acontecendo, isso é vergonhoso. É compreensível que não temos o poder econômico que eles tem no mundo, mas temos nossa importância e representatividade, servir como lacaio que aplaude, apoia, aceita tudo ou o acompanha é ridículo como o traje verde amarelo do tal empresário. Um lacaio estadunidense era como o Brasil era visto pelo mundo durante os quatro anos do último mandato presidencial. 

Nosso país tem um protagonismo no mundo e precisamos reconquistar esta imagem perdida quando escolhemos ser um lacaio, como aquele velho empresário. 

Atualmente o Mercosul, G20, BRICS e COP são locais onde o Brasil pode se apresentar diante do mundo com voz e protagonismo, não simplesmente como um lacaio vestido de verde-amarelo com uma estátua da liberdade na mão. 

Por Paulo Kanasiro 

 



 

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