Anistia jamais
O mundo está passando por uma turbulência, o Brasil está no segundo semestre e ainda não temos um planejamento econômico, coisa que deveria estar pronta no fina de Dezembro do ano anterior, mas o congresso está preocupado em votar e movimentar parlamentares para colocar na pauta emergencial a Anistia para os vândalos que destruíram o palácio da Alvorada, o prédio do STF e do congresso nacional. Alegando excesso do Supremo, na verdade estão buscando um meio de anistiar antes da condenação aqueles que planejaram, discutiram e elaboraram um triplo assassinato para forçar um golpe militar e continuar no poder no início de 2023.
Agora entendo a razão pela qual os quase 150 pedidos de impeachment
feitos na câmara dos deputados não foram votados durante o mandato do
ex-presidente e durante a pandemia, há muita sujeira que alimenta os
congressistas que querem de toda forma a anistia dos criminosos que intentaram
um ataque a democracia brasileira e tentaram atacar os poderes republicanos do
país.
O mais nojento neste episódio de nossa história é os congressistas
usarem a imagem de uma cabeleireira que foi condenada pelo supremo para alegar exagero
e o motivo para a votação da anistia, mas na prática não é isso, querem na verdade
livrar a cadeia aqueles que quase destruíram o país em quatro anos de mandato e
queria perpetuar o mesmo com um golpe político-militar.
E por falar na cabeleireira que foi condenada, que após sua
sentença se lembrou que era mãe e tinha filhos que dependiam dela, mas o que
ela estava fazendo em Brasília naquele dia? Se ela tinha filhos e se preocupava
tanto com eles por que não estava com eles? São uma das incoerências que não aparecem
e que ocultadas fazem com que a população odeie o STF e questione suas
decisões. O STF é um guardião da constituição e não tem o compromisso em
agradar o povo, nem maioria, nem minoria, os crimes praticados pela cabeleireira
e outros não são vandalismo simples, não são atos que aconteceram por acaso. Todos
saíram de suas casas com um objetivo, impedir a posse do novo presidente,
provocar uma convulsão social e forçar a intervenção militar das forças armadas,
já que a polícia militar do Distrito Federal não estava ali propositalmente. Tudo estava sendo organizado e planejado na
frente dos quartéis onde o ex-candidato a Vice presidente incentivou os
manifestante a “prosseguir e ter fé”. Depois que tudo deu errado e foram presos
e condenados, dizer que não foi assim, é tentar sentar sobre o rabo para tentar
esconde-lo.
Termino com a frase de Carlos Alberto Vilhena, “Anistia não, anistia jamais: Atentado contra a democracia brasileira deve ser punido, e não recompensado com anistia para os perpetradores”
Por Paulo Kanasiro

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