A ética
A clonagem é um assunto foi muito explorado em filmes e novelas desde que a ovelha Dolly foi criada a partir de um processo de clonagem. Para se entender, o processo de clonagem, ele gera um indivíduo com o mesmo código genético do doador do DNA. Este processo gera um irmão gêmeo idêntico (monozigótico) com idade diferente. Assim como gêmeos idênticos ao crescerem, desenvolvem preferências e hábitos diferentes e apesar de ter a mesma carga genética pode se tornar uma pessoa que apesar de fisicamente ser muito parecidos, podem agir de modo diferente.
Quando surgiu a realidade do processo de clonagem, também surgiu a especulação de que o processo poderia ser usado para que gente nobre (muito ricas) poderiam usar o processo para criar clones para doação de órgãos perfeitos, para nobres com problemas de rins, figado, coração, córnea, ou qualquer órgão que nao estivesse funcionando corretamente. Isso abalou o mundo médico, pois contraria a ética medica, um ser humano ser tratado como cobaia, estepe de órgãos ou viver ou morrer para atender a necessidade de outra pessoa não é aceito no meio médico.
Então chegamos ao ponto onde queria chegar, a ética. Até que ponto a ética será suficiente para inibir os desejos e necessidades de uma sociedade rica e que pode pagar? Será que já não existem clones para isso? Se compararmos com outras áreas vemos que a ética profissional foi deixada de lado quando assunto é dinheiro, poder e fama.
Neste caso o dinheiro seria o instrumento que desafiaria a ética e sabemos que no mundo tudo tem um preço, talvez a ética de um inglês ou japonês custe muito mais caro do que de um brasileiro ou latino-americano.
Para Mário Sérgio Cortella, a ética é um conjunto de valores e princípios que nos orienta na busca por uma vida boa para todos, em instituições justas. É sobre encontrar o equilíbrio entre o que queremos, o que podemos e o que devemos, buscando a paz de espírito e a justiça.
A ética é aquela voz que fala a nossa mente que regula nossas decisões, pois nem tudo que queremos, podemos, nem tudo que podemos, devemos e nem tudo que devemos, queremos, no entanto temos que decidir.
Por Paulo Kanasiro

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