Pense com sua cabeça
"Pense com sua cabeça", esta foi a frase chave dita pelo filósofo Mario Sérgio Cortela, é uma frase que nos leva a refletir. Como pensar, se não for com a nossa própria cabeça? Parece óbvio, mas não é. Pensar com nossa própria cabeça é muito mais complexo do que possa parecer e requer um momento para reflexão.
Uma experiência feita por uma professora universitária em um dia normal de aula, em um corte de um filme, propõe aos alunos presente um teste, ela mostraria uma placa verde e todos confirmaria que ela era vermelha, assim quem chegasse atrasado não teria esta informação. Então chega o primeiro atrasado, e durante a aula ela pergunta várias vezes qual era a cor daquela placa, e todos afirmam ser vermelha, então chega a vez do aluno atrasado, que cor é esta placa? Era a pergunta, e a resposta certa seria verde, mas ele responde, vermelho, mesmo sabendo que era verde, ao ser questionado por que ele não disse verde? Pois para ele, a resposta, vermelho, não fazia sentido algum, pois ele não estava no momento em que a resposta, vermelho, havia sido combinada.
"Pensar com sua própria cabeça" não é algo tão simples, ao nosso redor há inúmeras pessoas querendo decidir no que você pensa e decide, na empresa, patrões e chefes querem definir seu modo de pensar, consideram uma oposição ou questionamentos uma insubmissão. Nas igrejas, os líderes e pastores querem definir suas crenças, querem manipular suas decisões e com um discurso eloquente, movimentam opiniões e fazem as pessoas tomarem decisões muitas vezes controversas e questionáveis, nas escolas, onde deveriam estimular o livre pensamento, muitas vezes inibem e desestimulam isso, na política, politicos querem manipular sua opinião criando ódio e divulgando fakenews para garantir seu apoio, até mesmo amigos criticam e zombam quando opiniões divergem da opinião deles.
Assim muitas pessoas se acostumam com isso, outras sente a necessidade disso, a ponto de muitas recorrerem a líderes, professores, chefes, tutores e até mesmo amigos para tomarem decisões e muitos destes fazem o que deveriam recusar, decidem por eles, muitas vezes convencem a pessoa de que a sua decisão sugerida é a melhor.
Desta forma, pensar com a própria cabeça talvez não seja assim tão óbvio e tão simples. Quantos de nós responderia, "verde" numa sala que insistia dizer que era vermelho? Quantos de nós toma decisões sem esperar um palpite alheio? Quanto das minhas crenças depende das crenças de outras pessoas? São perguntas que podem nos fazer refletir se realmente pensamos com a nossa própria cabeça ou não.

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