Bebês Reborn
Este mundo está cada vez mais doído, um brinquedo feito para crianças, colocou o país em alerta, movimentou a câmara federal e está dando o que falar nas redes sociais. Adultos que vão ao consultório médico com um brinquedo para fazer uma consulta, outros que usam o brinquedo para conseguir vagas especiais em transportes públicos, há um caso de briga judicial pela guarda de um brinquedo deste em Goiânia e este mesmo briquedo que tem carteirinha de vacinação, certidão de nascimento, também tem vida nas redes sociais com contas ativa no Instagram, um brinquedo que parece ter vida, mas não deixa de ser um brinquedo inanimado. As bebês reborn são bonecas hiper-realistas criadas de forma artesanal e que imitam recém-nascidos somente.
Quem defende a ideia, diz que não
passa de uma brincadeira, mas acho que ela passou dos limites. Pessoas que perderam
um filho, ou não podem ter um, se consolam com um brinquedo que não tem vida,
só se parecem com uma. Isso é normal? Estamos gastando tempo e recursos com
algo que não tem vida, pode até parecer divertido, mas parece esconder algo que
a natureza humana não quer admitir ou não sabe lidar com ela, a frustração e o
sentimento de perda.
Movimentar o congresso nacional
para punir quem se aproveitar de bebês Reborns com multas pesadas é algo que
não seria necessário, se não houvesse tantos casos e tanta repercussão social.
Com tantos projetos importantes parados para votação na casa, perde se tempo
precioso votando algo desta natureza, atrasando decisões que envolvem o
crescimento e o avanço do país.
“O mundo parece estar ficando
maluco”, era uma frase que costumava ouvir, mas acho que isso se devem ao fato
de que as pessoas estão perdendo a noção dos limites entre a sanidade e a
loucura. Creio que pessoas que tratam um brinquedo deste de forma anormal, seja
para conseguir vantagens ou para substituir um ser humano, está ultrapassando
os limites da sanidade e precisa de um atendimento médico psiquiátrico. Há no Brasil
uma taxa de 44 mil órfãos por ano, ou seja, 120 crianças por dia que perdem
seus pais e crescerão sem eles e encontramos um monte de gente gastando tempo e
recursos para sustentar uma “brincadeira” cara e sem sentido, que fingem ser
pais de um brinquedo e agora querem levá-los ao médico, dar vacinas e dar vida
a eles nas redes sociais.
Na verdade, a humanidade caminha por
trilhos sinuosos que beiram a loucura. Quem acredita que ela está
evoluindo, pode sentir uma frustração em ver que estamos cada vez mais distante
da racionabilidade, empatia e compaixão.
Por Paulo Kanasiro

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