Guerra santa?
Há muitos anos vemos falar de guerras envolvendo o estado de Israel. O país é protagonista em guerras contra o Líbano, Síria, faixa de Gaza e agora contra o Irã, no entanto, alguns evangélicos creem que esta guerra é resultado de uma profecia bíblica e que veria acontecer e chamam de guerra santa. No entanto, o que não entendo é o fato de um cristão tomar um lado nisso.
Não estamos assistindo a uma partida de futebol entre duas nações, não é uma guerra fria onde se fazem ameaças ou até mesmo um conflito comercial, estamos falando de uma guerra, e um cristão por natureza deveria ser contra ela, em especial as guerras nas quais civis, mulheres e crianças que não podem se defender nem da fome, nem do frio, nem das armas, assim não tem casas, nem bunckers para se defender de bombas. A faixa de Gaza foi devastada e no mínimo 50 mil pessoas morreram diretamente pelos ataques de Israel, outras incontáveis estão morrendo de fome e doenças e outras mais seguem desabrigadas criando uma cena trágica, que para piorar o estado de Israel bloqueia o acesso de ajuda humanitária vindas de organizações internacionais. Como cristãos podem tomar lado nesta batalha? Apoiar Israel incondicionalmente é contrário ao fundamento do evangelho, que diz que devemos amar e ajudar. A falta de empatia humana entrou nos templos evangélicos e transformou crentes em fanáticos que olham o mundo de forma tão doida, que juram lealdade a um estado não cristão, criminoso, cruel, preconceituoso e com instinto genocidas. Olham as vítimas e as culpam, generalizando todos, inclusive mulheres e crianças de mulçumanos terroristas.
O certo do cristão seria estar do lado da vida, se tivesse que tomar partido deveria ser ao lado do exército de agentes comunitários que tentam levar água, comida e agasalhos para os necessitados de ambos os lados. Assim, muitos estão perdendo tempo focados no que Israel está fazendo (matando, maltratando, segregando, e cometendo atrocidades) e deixam de prestar atenção naquilo que Jesus ordenou que nós fizéssemos (Amar nossos inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e nos perseguem).
Chamar esta guerra de Santa e apoiar o estado de Israel incondicionalmente é no mínimo insensato para um cristão, pois uma interpretação profética não tem poder para mudar a ordem enfática de Jesus para amar, ter compaixão e empatia pelas vitimas destas guerras.
Por Paulo Kanasiro

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